A Deusa..O que é a Mulher Selvagem?Ela carrega consigo os elementos para a cura; traz tudo o que a mulher precisa ser e saber.Ela dispõe do remédio para todos os males. Ela carrega histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. Ela é tanto o veículo quanto o destino.Aproximar-se da natureza instintiva implica em delimitar territórios, encontrar nossa matilha, ocupar nosso corpo com segurança e orgulho, independentemente dos dons e das limitações desse corpo, falar e agir em defesa própria, estar consciente, alerta, recorrer aos poderes da intuição e do pressentimento inato ás mulheres, adequar-se aos próprios ciclos, descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de consciência possível.Ela é a força da vida-morte-vida; é a incubadora.É a intuição, a vidência, é a que escuta com atenção e tem o coração leal.Ela estimula os humanos a continuarem a ser multilingues: fluentes no linguajar dos sonhos, da paixão, da poesia.Ela sussurra em sonhos noturnos;ela deixa em seu rastro no terreno da alma da mulher um pelo grosseiro e pegadas lamacentas.Esses sinais enchem as mulheres de vontade de encontrá-la, libertá-la e amá-la.Ela é idéias, sentimentos, impulsos e recordações.Ela ficou perdida e esquecida por muito, muito tempo.Ela é a fonte, a luz, a noite, a treva e o amanhecer.Ela é o cheiro da lama boa e a perna traseirada raposa.Os pássaros que nos contam segredos pertencem à ela.Ela é a voz que diz "por aqui, por aqui!".Ela é a que se enfurece diante da injustiça.Ela é a que gira como uma roda enorme. É a criadora dos ciclos.É à procura dela que saimos de casa....É à procura dela que voltamos para casa.Ela é a raiz estrumada de todas as mulheres.Ela é tudo que nos mantém vivas quando achamos que chegamos ao fim.Ela é a geradora de acordos e idéias pequenas e incipientes.Ela é a mente que nos concebe; nós somos seus pensamentos....Onde Ela está presente? Onde se pode senti-la? Onde se pode encontrá-la?Ela caminha pelos desertos, bosques, oceanos, cidades, nos subúrbios e nos castelos.Ela vive entre rainhas, entre camponesas, na sala de reuniões, na fábrica, no presídio, na montanha da solidão.Ela vive no gueto, na universidade e nas ruas.Ela deixa pegadas para que possamos medir nosso tamanho.Ela deixa pegadas onde quer que haja uma única mulher que seja solo fértil.Onde vive a Mulher Selvagem?No fundo do poço, nas nascentes, no éter do início dos tempos.Ela está na lágrima e no oceano. Está no câmbio das árvores , que zune à medida que cresce.Ela vem do futuro e do início dos tempos. Vive no passado e é evocada por nós.Vive no presente e tem um lugar à nossa mesa, fica atrás de nós numa fila e segue à nossa frente quando dirigimos na estrada.Ela vive no futuro....e volta no tempo para nos encontrar agora.Ela vive no verde que surge através da neve; nos caules farfalhantes do milho seco do outono;Ali onde os mortos vêm ser beijados e para onde os vivos dirigem suas preces.Ela vive no lugar onde é criada a linguagem. Ela vive da poesia, da percussão e do canto.Vive de semínimas e apojaturas, numa cantata, numa sextina e nos blues.Ela é o momento imediatamente anterior àquele em que somos tomadas pela inspiração.Ela vive num local distante que abre caminho até o nosso mundo.Ela é a Senhora de Muitos Nomes....é Aquela que Sabe...La Loba...é o Rio Abajo Rio....A Luz do Abismo...Aquela dos Bosques....A Mulher Aranha que tece o destino dos humanos e dos animais...das plantas e das rochas. Ela é o Ser da Névoa....A Força Espiritual que gera toda luz, toda conciência.Ela é aquilo que É. E é um ser inteiro.[@]Trecho retirado de Mulheres que Correm com os LobosDesenho de Amy Sol
Para entender esse fenômeno, você precisar saber sobre fototaxia. Fototaxia é o movimento automático de um organismo em direção ou em oposição à luz. As baratas são um exemplo de organismo negativamente fototáxico. Provavelmente, você já observou como elas voltam correndo para fendas e cantos escuros quando você acende a luz enquanto elas fazem a festa na sua cozinha. As mariposas são positivamente fototáxicas. Elas parecem encantadas pela luz da sua varanda, pelos faróis do seu carro ou por uma fogueira. Embora não haja nenhuma explicação definitiva para esse fenômeno, existem teorias interessantes.
Sabe-se que alguns tipos de mariposa migram e é possível que o céu noturno dê a elas dicas de navegação. A orientação vertical de uma mariposa pode depender, em parte, da claridade do céu em relação ao solo. Alguns lepidopteristas (pesquisadores de mariposas e borboletas) sugerem que as mariposas usam a lua como o principal ponto de referência e usam a capacidade de calibrar o percurso do vôo, uma vez que a rotação da Terra faz com que a Lua se movimente no céu. Há uma clara evidência que sustenta a teoria de que as mariposas migrantes têm um sistema de bússola geomagnética que as guia na direção correta. Assim, a atração de uma mariposa por luz artificial ou fogueira poderia estar relacionada à orientação e levar à desorientação - a mariposa não estava "esperando", de fato, chegar "à lua" (a fonte de luz) ou poder voar acima dela, daí a confusão.
É possível também que as mariposas tenham um mecanismo de rota de escape relacionado à luz. Imagine-se rompendo um arbusto cheio de mariposas à noite - elas voam para fora do arbusto em direção ao céu. Para uma mariposa em perigo, voar em direção à luz (normalmente para cima) tende a ser uma resposta mais vantajosa do que voar em direção ao escuro (em geral, para baixo).
As mariposas são mais sensíveis à extensões de onda de luz - ultravioleta, por exemplo - do que a outras. Uma luz branca atrairá mais mariposas do que uma luz amarela. O amarelo é uma extensão de luz a qual as mariposas não respondem.
Outra pergunta interessante é: por que as mariposas permanecem nas luzes? Os olhos de uma mariposa, assim como os olhos humanos, contêm sensores de luz que se ajustam de acordo com a quantidade de luz detectada pelos sensores. Com bastante iluminação, a luz de cada uma das milhares de facetas das lentes de foco fixo da mariposa é canalizada para o próprio sensor - omatídeo. Com pouca iluminação, a luz de várias lentes é canalizada para o mesmo omatídeo a fim de diminuir a sensibilidade à luz. Provavelmente, você já passou pela experiência de ter alguns momentos de cegueira ao ligar uma luz clara depois que seus olhos estavam ajustados à escuridão ou quando entra repentinamente em um ambiente escuro depois de estar em uma luz clara. O mecanismo de adaptação ao escuro de uma mariposa responde muito mais lentamente que seu mecanismo de adaptação à luz. Depois que a mariposa chega perto de uma luz clara, ela pode ter dificuldades em sair dali, porque voltar para a escuro a deixa cega por muito tempo. Se uma mariposa escapar, ela não vai se lembrar do problema enfrentado com um vôo tão perto da luz e, provavelmente, vai enfrentar a mesma situação novamente.
Outra explicação possível para o fato de as mariposas permanecerem na luz é que elas são criaturas quase que exclusivamente noturnas e eventualmente respondem à luz da mesma forma que fariam com o sol - ajeitando-se para o "sono" diurno.
[@] Retirado do site http://ciencia.hsw.uol.com.br/questao675.htm
Uma vez há muito tempo, quando a Deusa andava jovem sobre a Terra, ela foi chamada Ostara. E o tempo de Ostara era um tempo de flores e deleite, cores e cheiros, e sabores que faziam os sentidos acordarem para o genuíno prazer de existir.E havia uma canção que se ouvia nessa época, a sinfonia dos diversos cantos dos animais no cio, a doce música dos ronronados, grunhidos, mugidos, trinados de pássaros, que prometia delícia e continuação da vida.Ostara caminhava cercada de animais, com aves em volta e dançava pelos campos coberta de flores. Todos a amavam e como se podia deixar de amar a personificação de tempo tão feliz e afável?Mas um dia, já ao final do verão, Ostara olhou para a Lua Cheia no céu e seu coração se encheu de saudade dos Templos da Lua. Naquele momento ela decidiu que iria ver novamente a Senhora dos Céus... E ,sem aviso, livre e impulsiva como toda donzela, partiu.....No dia seguinte todos a procuraram em vão, e as flores começaram a murchar, o vento ficou mais triste e mais lúgubre seu assobio, a terra esfriou e os animais já não cantavam suas canções de alegria...De todos os animais o que mais sentia a falta de Ostara era a lebre. Quando ela partiu os animais comentavam que a jovem tinha ido para a Lua e toda noite a lebre olhava para o céu em busca de sua senhora amada. Viu muitas vezes a Lua diminuir e crescer e sua saudade aumentava no peito, tinha que haver um meio de pedir à senhora que voltasse! Não era possível viver sem ela! E o coraçãozinho da lebre apertava no peito, uma angústia terrível que ela não sabia como expressar....Nessa aflição, uma noite, de Lua Cheia, a lebre subiu a uma alta colina, pretendendo estar mais perto de sua senhora Ostara. Fazia muito frio e a neve tornava difícil andar. Era uma noite triste e a tristeza do animalzinho não tinha modo de se expressar... mas naquela noite também subiu a colina uma alcatéia. Os Lobos se postaram em círculo e quando o disco lunar apareceu ,enorme, um coro de uivos se elevou majestoso...A lebre acordou de sua tristeza e frio... Pensou : “Ora, se todos os animais chamassem assim, bem alto, Ostara vai nos ouvir, vai ouvir nossa tristeza e voltar!” e a partir daquele momento ela se empenhou em aprender a uivar....Se você acha que foi pouco o esforço da pequena lebre, não a subestime... ela tentou muitas vezes, noite após noite, mas ela não era um lobo! Mesmo assim , uma noite, quando a Lua cheia apareceu, ela fez um esforço supremo e começou a uivar! Sim , ela uivava bem alto! E ensinou o mesmo a todas as lebres...Perdida nos sonhos da Lua, Ostara acordou com um som diferente... Quem uivava para a Lua agora? Não eram os animais conhecidos! Olhando o que havia na Terra, a jovem Ostara se comoveu com a lebre e logo entendeu o esforço e o amor por detrás daquela nova canção.Naquela noite Ostara decidiu retornar a Terra e, com sua chegada, o tempo esquentou, as cores voltaram e a cada passo seu as flores brotavam em profusão... As canções se faziam novamente ouvir e dentre todos os animais, Ostara pegou a pequena Lebre em seus braços e a colocou, gentil, no colo... disse a ela: “Pequena amiga, obrigada pelo seu amor ! O que você deseja como recompensa?”.A lebre, embevecida de amor e tonta com a beleza da donzela, respondeu: “Senhora, a única coisa que quero é que da próxima vez seja mais fácil chamá-la de volta!”Ostara pensou por um momento e depois concedeu à lebre o dom de se transformar em um pássaro mensageiro, pois quando fosse tempo de despertar de seu sono da Lua, a lebre, mudada em pássaro, poderia alçar vôo e alcançar a Lua, chamando-a e dando à terra a certeza de que Ostara sempre voltaria.E Ostara acrescentou: “Pequena lebre – a você, que já é tão fértil, concedo, na forma de pássaro a guarda dos ovos sagrados que são a chave da continuidade da vida... Que você seja deles a guardiã e os distribua entre as pessoas quando necessário, mostrando a elas todas as possibilidades, que são meu poder e minha dádiva.”E desse momento em diante, a lebre distribui os ovos de Ostara, como recompensa de amor e dedicação.Aquela primavera foi feliz e todos se alegraram sabendo que, mesmo que o inverno chegasse, um dia a lebre buscaria Ostara de volta.